Ruffles, Doritos e Cheetos: a História Dos Salgadinhos Que Marcaram Época

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Quem nunca abriu um pacote de Doritos prometendo comer só um pouquinho e zerou o saco inteiro antes do fim do filme? Esses salgadinhos se tornaram parte essencial da cultura de lanche brasileira, mas a origem deles é bem mais antiga e curiosa do que a maioria imagina. Vamos contar a história por trás de três dos snacks mais icônicos que já passaram pela nossa infância.

Doritos: nascido do desperdício dentro da Disneylândia

A criação do Doritos é atribuída a Archibald “Arch” West, vice-presidente de marketing da Frito-Lay. Existem duas versões para a origem do salgadinho. A mais conhecida conta que, em uma visita à Disneylândia da Califórnia, West percebeu a popularidade de tortilhas fritas que estavam prestes a ser descartadas em um restaurante temático do parque, operado pela empresa contratada Alex Foods. Outra versão indica que ele teve o primeiro contato com o snack em uma barraca de rodovia próxima a San Diego, durante uma viagem em família em 1962.

De qualquer forma, o produto foi oficialmente lançado em 1964, e seu nome vem da palavra espanhola “doradito”, que significa “douradinho”. West faleceu em 2011, aos 97 anos, e, em um gesto curioso pedido pela própria família, amigos jogaram pacotes de Doritos sobre o caixão durante o funeral, em homenagem à sua criação.

Cheetos: o salgadinho que nasceu de uma sobra de queijo

O Cheetos tem origem ainda mais antiga. Criado por Charles Elmer Doolin, o mesmo responsável pelo icônico Fritos, o salgadinho apareceu pela primeira vez em 1948 sob o nome de “Fritatos”, antes de se consolidar com a marca que conhecemos hoje. A ideia surgiu da combinação entre os tradicionais Fritos e um forte sabor de queijo, criando uma fórmula que rapidamente conquistou o paladar americano.

Décadas depois, o Cheetos viveu um capítulo curioso de sua história quando Richard Montañez, um zelador hispânico que trabalhava na fábrica da Frito-Lay, teve a ideia de criar uma versão picante do salgadinho, batizada de Flamin’ Hot. Embora as vendas iniciais tenham sido fracas por falta de divulgação, Montañez organizou uma campanha própria dentro de sua comunidade, e em 1992 o novo sabor explodiu nos Estados Unidos, ajudando a salvar a fábrica da falência. A história real chegou a inspirar o filme “Flamin’ Hot: O Sabor Que Mudou a História” (2023), dirigido por Eva Longoria.

Ruffles: o nome que já vinha pronto

Diferente de Doritos e Cheetos, Ruffles não nasceu dentro da Frito-Lay. Em 1958, Doolin adquiriu os direitos de Bernhardt Stahmer, que já produzia desde 1948 uma batata frita ondulada com esse nome, inspirado na palavra inglesa para tecidos franzidos, similar ao que chamamos de “babado” em português. Como o nome já tinha reconhecimento próprio no mercado, a empresa optou por mantê-lo, em vez de adaptá-lo para rimar com os demais produtos da linha, como Cheetos e, mais tarde, Doritos.

A chegada ao Brasil: a história da Elma Chips

No Brasil, a trajetória desses salgadinhos está diretamente ligada à Elma Chips. A marca nasceu em 1974, quando a PepsiCo adquiriu e fundiu duas empresas: a American Potato Chips, de São Paulo, e a Elma Produtos Alimentícios, de Curitiba, fundada nos anos 1950 pelas famílias Wagner e Unger, que já produziam artesanalmente palitinhos salgados chamados Stiksy.

A partir dessa fusão, a empresa começou a trazer ao Brasil os grandes nomes internacionais da Frito-Lay. O Cheetos chegou ao país em 1976, enquanto Doritos e Ruffles desembarcaram juntos em 1986, junto com outros lançamentos importantes daquele ano, como o tradicional Pingo d’Ouro. Antes disso, a Elma Chips já havia lançado produtos nacionais de sucesso, como Cebolitos (1978) e Fandangos (1983), este último com nome inspirado nos animados bailes rurais brasileiros.

O fenômeno cultural dos Tazos

A partir de 1997, a Elma Chips revolucionou o mercado infantil brasileiro ao introduzir os famosos Tazos como brinde dentro dos pacotes de salgadinho, com temáticas baseadas em franquias populares como Looney Tunes, Pokémon e criações próprias como Dracomania. Esse movimento ajudou a consolidar ainda mais a conexão emocional entre o público jovem e essas marcas, transformando o simples ato de comprar salgadinho em uma experiência de colecionismo.

Por que é “impossível comer só um”

O slogan clássico da Elma Chips, “é impossível comer só um”, não é apenas marketing. Pesquisas sobre o assunto já demonstraram que a combinação de alta concentração de gordura, temperos intensos e textura extremamente crocante desses salgadinhos realmente estimula o consumo contínuo, tornando difícil parar depois do primeiro punhado.

Um pedaço de nostalgia em cada pacote

Da sobra de tortilhas dentro de um parque temático até o brinde colecionável que virou febre nos anos 90, a história desses salgadinhos está profundamente entrelaçada com décadas de memória afetiva brasileira. E você, qual desses salgadinhos mais te transporta direto para a infância? Conta pra gente!

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