Motördoom: o jogo indie que mistura Tony Hawk, Doom e motos em uma loucura genial
De tempos em tempos, o universo indie entrega uma ideia tão fora da curva que parece improvável funcionar — até você ver ela em ação. É exatamente o caso de Motördoom, um título que combina manobras freestyle de skate, combate caótico contra hordas de demônios e progressão roguelite em uma das propostas mais absurdas (e criativas) do Steam atualmente.
O EntreNerd te mostra por que esse pequeno caos sobre duas rodas está conquistando a comunidade indie.
A ideia: Tony Hawk encontra Doom em uma mini moto
Jogos indies costumam apostar em conceitos fora da curva, trazendo ideias que dificilmente veríamos em produções de grandes estúdios — e Motördoom é um dos exemplos mais exóticos disponíveis no mercado atual. O jogo combina freestyle arcade com um roguelite de hordas repleto de monstros, resultando em algo completamente insano: imagine deslizar em um corrimão, emendar um combo aéreo, desacelerar o tempo no meio de um salto e despejar bala em uma horda de demônios grotescos — tudo isso enquanto pilota uma mini moto.
Movimento como sistema de pontuação
A grande genialidade de Motördoom está em como ele funde o DNA dos clássicos de esportes radicais com o design moderno dos roguelites. Aqui, se movimentar não é apenas uma forma de sobreviver — é o coração do sistema de pontuação. O jogador encaixa flips, grabs, grinds, manuals e manobras aéreas enquanto elimina inimigos, criando combos gigantescos e arriscados.
O detalhe mais inteligente do design está na recompensa: ao pousar, o valor do combo se transforma em experiência. Quanto maior o risco assumido durante a manobra, maior o ganho. E quando o jogador manda um combo realmente absurdo, o jogo imediatamente oferece uma escolha entre três Oferendas Demoníacas — upgrades poderosos capazes de mudar completamente o rumo daquela tentativa.
Oferendas demoníacas: deck-building em meio ao caos
A progressão de Motördoom gira em torno dessas cartas de Oferendas Demoníacas, que funcionam quase como um sistema de deck-building aplicado à ação frenética. Cada carta altera o personagem de forma relevante: aumenta dano, modifica armas, melhora a mobilidade ou cria sinergias completamente quebradas.
Algumas cartas são desbloqueadas permanentemente, incentivando a experimentação a longo prazo. Outras valem apenas para aquela tentativa específica, reforçando o ciclo clássico dos roguelites de adaptação e improviso. Com o tempo, o jogador passa a identificar combinações fortes e moldar suas escolhas de acordo com seu estilo preferido — seja focado em dano bruto, velocidade absurda ou builds híbridas totalmente fora de controle.
Personagens, armas e motos personalizáveis
O jogo não prende o jogador a um único jeito de jogar. São sete personagens diferentes, cada um com arma própria e identidade bem definida: alguns voltados para o combate corpo a corpo, enquanto outros funcionam melhor no controle de multidões ou em dano mais preciso.
As motos também fazem diferença na experiência. Elas podem ser modificadas com Add-Ons desbloqueáveis que mudam bastante o ritmo da partida — incluindo, por exemplo, um acessório de motosserra que literalmente tritura inimigos enquanto o jogador passa por eles. As recompensas coletadas durante as runs servem para desbloquear novos personagens, skins e melhorias permanentes, garantindo aquela sensação constante de progresso a cada sessão de jogo.
Um cult clássico em formação
No Steam, Motördoom vem recebendo elogios fortes da comunidade. Muitos jogadores descrevem a experiência como “Tony Hawk depois de beber gasolina”, enquanto outros comparam o título a uma mistura bizarra — e surpreendentemente brilhante — de Doom, Vampire Survivors e jogos arcade de esportes radicais.
Vale a pena conhecer?
Se você curte sistemas de movimento que exigem habilidade real, pontuação agressiva, estética metal e jogos que abraçam ideias malucas sem pudor, Motördoom entrega algo realmente especial. É exatamente o tipo de proposta que só o cenário indie tem coragem de tentar: irreverente, caótica e, ao mesmo tempo, surpreendentemente bem construída em termos de mecânica.
Para quem ama tanto a nostalgia dos jogos de skate dos anos 2000 quanto a adrenalina dos shooters de horda modernos, Motördoom é leitura — ou melhor, jogatina — obrigatória.
